Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

RUMO AO VI FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

De 28 de março a 1o de abril de 2007 aconteceu em Pirenópolis, Goiás, o Encontro

OS OLHARES DA JUVENTUDE SOBRE O TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSABILIDADE GLOBAL,
Encontro nacional preparatório para o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

Este espaço abriga a memória do Encontro de Piri, uma etapa na nossa construção coletiva do VI Fórum.

E que continue ecoando forte em nós o grito que nos embalou: FELIZ DAQUELE QUE VEIO PARA A FESTA!!!!


no: http://www.blogdoplaneta.globolog.com.br/ -- 09/04/2007

Galerinha verde

Lia Bock

É verdade que muitos jovens não querem nada com nada. Mas, um encontro realizado entre os dias 28 março e primeiro de abril em Goiás, mostrou que alguns (ainda bem) fogem à suposta regra. Nessa data, jovens ambientalistas de 14 estados brasileiros se reuniram com especialistas da área para pensar e dividir. O encontro era para eles. Por isso, ao invés de palestras o cronograma foi recheado de prosas. Rodas onde os jovens puderam colocar as suas certezas em formação e ouvir de volta aqueles que já estão na estrada da educação ambiental há algum tempo.

A oportunidade foi única. A galerinha verde, que cresceu ouvindo sobre sustentabilidade e meio ambiente mostrou para os veteranos que as antigas brigas continuam atuais e que, as soluções propostas por eles há 15 anos têm se mostrado efetivas. O evento teve como pauta um tratado de educação ambiental para sociedades sustentáveis e responsabilidade global, elaborado no Fórum Global (evento paralelo ao Rio 92). Ele foi discutido intensamente para preparar os jovens para o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, que acontece no Rio de Janeiro em novembro.

A idéia era mesmo papear e foi o que aconteceu. Poucas vezes há oportunidades como essa onde o Ministério do Meio Ambiente, educadores ambientais, Coletivos Jovens e organizações não governamentais podem se reunir em baixo de uma mangueira para, simplesmente, trocar. Parece pouco para os desavisados ansiosos por ações efetivas, mas o que aconteceu no encontro “olhares da juventude sobre tratado de educação ambiental para sociedades sustentáveis e responsabilidade global” foi um rico diálogo. Importante para despertar nos jovens (pelo menos em alguns deles) a vontade de fazer algo.

É raro que jovens em idade universitária tenham a oportunidade de sentar frente a frente com integrantes do governo e despejar tudo que pensam. Pois nesse encontro eles o fizeram. E não só eles. Palestrantes e representantes do governo também firmaram suas posições sem papas na língua. A educadora ambiental Michele Sato, por exemplo, colocou sem rodeios, sua opinião contrária a teoria de Gaia. Nilo Diniz, diretor do Conama, defendeu o reflorestamento a base de eucaliptos apoiado pelo governo federal e teve que ouvir de volta uma crítica dura de uma jovem Catarinense.

Obviamente, nem todos estavam tão interessados quando poderiam. No meio de duzentos jovens acampados borbulham muitas coisas além de discussões sérias. Mas, a experiência vivida pelos que de fato se envolveram compensa a presença dos que estavam apenas a passeio.


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