O Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas, lançado em 2002, é uma ação da Recicloteca, patrocinada pela AmBev através do Guaraná Antarctica, que tem como principais objetivos a valorização social dos trabalhadores da reciclagem organizados em cooperativas e a minimização dos impactos ambientais da disposição final de resíduos sólidos.

Conheça o Programa Reciclagem Solidária

Antecedentes

  Objetivos

  Contexto

  Abrangência

  Material de apoio

  Resultados

 

 

 

 

Antecedentes

A Recicloteca, ao longo de seus mais de dez anos de existência como Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente, vem testemunhando o crescimento do interesse da população em, de alguma forma, participar de programas de separação de materiais para reciclagem.

O Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas nasceu após um trabalho de pesquisa da equipe da Recicloteca, que percebeu um incremento na formação de grupos organizados para atuar na coleta e comercialização de materiais recicláveis por todo o Brasil. Foi também detectada uma demanda por equipamentos que pudessem profissionalizar o trabalho destas cooperativas e associações, inserindo-as no mercado da reciclagem e promovendo sua independência. O foco principal de atuação do Programa é o fomento das atividades de reciclagem, revalorização e reaproveitamento de recicláveis para geração de renda.

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Objetivos   

O Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas tem como objetivos:

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Contexto

A organização de catadores em cooperativas e associações pode ser considerada uma importante estratégia para viabilizar a coleta seletiva de materiais recicláveis, trazendo duas grandes vantagens:

Embora em expansão no Brasil, a atividade de coleta, separação e venda de materiais recicláveis enfrenta dificuldades de estruturação. O crescimento da demanda da indústria da reciclagem leva à necessidade de investimentos na infra-estrutura dos grupos para que possam encaminhar materiais recicláveis em quantidades significativas.

As cooperativas que não dispõem de prensas vendem o material sem enfardar a um preço consideravelmente menor em relação ao enfardado. Segundo relatam os cooperativados, a prensagem dos recicláveis é capaz de acarretar um aumento imediato de 30% a 40% em relação aos preços pagos pelos materiais não-prensados.

É primordial que esses grupos, que fazem parte de uma população que agrega a busca por novos caminhos de geração de renda à melhoria de qualidade de vida, se insiram em sistemas de coleta de matéria-prima reciclável separada e selecionada.

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Abrangência

O Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas, em sua fase piloto, teve como área de abrangência a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em linhas gerais, cerca de 2500 pessoas, entre cooperativados e dependentes, foram diretamente beneficiadas. Na segunda fase, o programa prevê o beneficiamento de outras sete cooperativas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, estendendo-se para mais quatro estados (Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás, e Mato Grosso) e para o Distrito Federal, contemplando um total de 16 cooperativas e associações. As cidades envolvidas no Programa podem ser vistas no mapa abaixo.

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Material de apoio

A implantação do Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas conta com a utilização de um conjunto de materiais de apoio, destinados a diferentes públicos-alvo: membros das cooperativas e associações, comunidades adjacentes a estes grupos e formadores de opinião.

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Resultados - nove meses de Reciclagem Solidária

O Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas, em sua fase piloto, teve como área de abrangência a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os grupos beneficiados estão nos seguintes bairros: Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Campo Grande, Fazenda Botafogo, Olaria, Realengo e Sepetiba, no município do Rio de Janeiro; Vila Araci, em Duque de Caxias, todos no estado do Rio de Janeiro.

De julho de 2002 a março de 2003 estima-se que cerca de 1.352 trabalhadores da reciclagem estejam sendo diretamente beneficiados com a cessão da prensa. Estas pessoas são responsáveis pela coleta e comercialização dos recicláveis nas comunidades do entorno da cooperativa. Indiretamente, estima-se que 3.300.000 pessoas estejam sendo beneficiadas com a coleta nestas comunidades.

Num dos grupos integrantes do Reciclagem Solidária, o Projeto Reciclar, a troca de materiais recicláveis por cestas básicas recebeu um impulso após a implantação do Programa. (foto: Recicloteca)

A prensa cedida pelo Programa Reciclagem Solidária possibilitou um aumento na quantidade de material coletado e armazenado pelas cooperativas.

 

Em maio de 2002, antes do início do Programa Reciclagem Solidária – Cooperativas, o volume de PET comercializado mensalmente pelo conjunto de 12 cooperativas era de 52.620 kg. O valor médio obtido pelos grupos na venda deste material era de R$ 0,27/kg. Até março de 2003, quase um ano após a implantação, os grupos beneficiados pelo Programa comercializaram 123.947 kg de PET e conseguiram vender o material a R$ 0,62/kg. Os valores acima correspondem a um incremento de 135,55% na quantidade de material encaminhado mensalmente para reciclagem, enquanto o aumento no valor obtido pelo quilo de material foi de 129,63%. O total de PET coletado entre maio de 2002 e março de 2003 foi de 92.7131 kg, correspondendo a uma arrecadação de R$ 412.573,30.

As prensas foram cedidas às associações e cooperativas em regime de comodato, por um prazo de doze meses. Ao término deste prazo, os grupos terão a oportunidade de adquirir o equipamento a um preço simbólico. Os valores arrecadados serão revertidos em benefícios sociais, de acordo com as demandas de cada grupo. Exemplos: cursos de alfabetização para cooperados e familiares, cursos de artesanato com recicláveis, aquisição de equipamentos adicionais como balança ou carrinhos de carga.

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